Concerto de Poesia

com Éle Semog

Concertos de Poesia são eventos mensais gratuitos, realizados pelo Instituto Estação das Letras em parceria com a Revista Mallarmargens e coordenação de Nuno Rau.

No Concertos de Poesia são apresentadas vozes de destaque na poesia contemporânea, nas suas mais diversas manifestações, com o objetivo de aproximar o público leitor dos poetas.

Os encontros acontecem sempre na última sexta-feira do mês, das 18h às 19h30.

Data: 26/6/2026
Horário: 19h
Valor: Gratuito

Convidado

Éle Semog

Luiz Carlos Amaral Gomes, pseudônimo Ele Semog, nasceu em Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, em 07 de dezembro de 1952. É formado em Análise de Sistemas, com especialização em Administração de Empresas pela PUC do Rio de Janeiro. No contexto de efervescência cultural e política que propiciou o ressurgimento do movimento negro a partir de fins da década de 1970, participou dos grupos “Garra Suburbana” e “Bate-Boca”, voltados para o estudo e a produção da poesia afrodescendente. Em 1977, integra as antologias Incidente normal e Ebulição da escrivatura, esta última publicada pela Editora Civilização Brasileira. Em 1978, lança o volume de poemas O arco-íris negro, em coautoria com José Carlos Limeira. A parceria se repete no ano seguinte, com a publicação de Atabaques, livro onde se mantém o discurso de afirmação identitária e de denúncia da desigualdade social.

Em 1984, fundou o grupo Negrícia – Poesia e Arte de Criolo. Ativista e agitador cultural, coordenou o segundo e o terceiro Encontro de Poetas e Ficcionistas Negros Brasileiros. Coordenou também o setor de literatura do projeto “90 anos de Abolição da Escravatura”, com sede no museu de Arte Moderna no Rio de Janeiro. Em 1980, recebeu da União de Escritores Brasileiros, moção especial do Prêmio Fernando Chinaglia.

De acordo com Luiza Lobo (1993), Semog começa a escrever seus poemas num teor político, onde já se vê o traço urbano, humorístico crítico que desenvolve em seus livros de parceria com José Carlos Limeira. Entretanto, em seu último livro, Curetagem (poemas doloridos), a ideia da cicatrização do trauma do parto através da cicatrização do umbigo se frustra, e o poeta se vê 'como um tamarindo que todos sabiam que era azedo', atirado no real, 'navegar para mim não é preciso, sinceramente, não é', e conclui que é um 'objeto inadequado' de amor. (LOBO, 1993, 179)

Entre 1989 e 1996, foi presidente do CEAP – Centro de Articulação de Populações Marginalizadas. Foi cofundador do jornal Maioria Falante, onde atuou até 1991. Foi Assessor do Senador Abdias Nascimento e Conselheiro Executivo do Instituto Palmares de Direitos Humanos.

Publicou, entre outros, Curetagem: poemas doloridos, Tudo o que está solto: poesias afro-brasileiras e A cor da demanda.

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